Como eu aprendi o que sei sobre dinheiro

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Algumas pessoas me perguntam: Érico, como você aprendeu estas coisas sobre dinheiro? Vou responder com as três coisas que mais marcaram a minha maneira de pensar e agir a respeito das finanças, que parece assunto de gente grande, mas se for colocado naturalmente em nossa vida desde cedo, o resultado será bem mais consistente! 

Se você é criança, compartilhe com seus pais, e se você é adulto, lá vai algumas dicas de como auxiliar seu filho a ser um campeão em finanças!

  1. Eles me dão o exemplo: eu e todas as crianças somos muito observadores. Meus pais me dizem algumas coisas que eu devo fazer, como por exemplo planejar para comprar algo, não gastar todo o meu dinheiro em bugigangas,  economizar uma parte. Eu escuto com respeito, mas muito mais do que isso, eu observo o que eles fazem.  Por exemplo, meu pai está planejando trocar o colchão. É uma compra simples, mas é uma decisão para 10 anos. Ele está pesquisando benefícios, durabilidade, garantia, adequação e preço. Além disso, está planejando de onde vem o dinheiro. Minha mãe é, digamos, um pouco “mão-de-vaca”, no caso, “mãe-de-vaca”, então ela não gasta praticamente nada em coisas supérfluas, compra o que precisa e na quantidade que precisa. Também é um hábito dos dois guardar uma parte do que ganham, inclusive antes de gastar. Se o orçamento ficar apertado, diminuem os custos, e não a reserva. 

  2. Eles dizem não: criança pede tudo o que vê, sorvete, lanche, brinquedo, um jogo que acabou de lançar, o tênis que o amigo ganhou, etc. Meus pais, antes de me dar, pensam se é conveniente. Não é toda hora que eu posso comer guloseimas, tanto pela minha saúde como também pelo fato de que de “grão em grão a galinha enche o papo”, ou seja, se eu gastar R$ 5,00 todos os dias, em um mês terei gasto R$ 150,00. Brinquedos eu ganho em datas comemorativas, e eventualmente se ocorrer algo importante e que mereça um presente. Roupa e calçados eles compram quando eu preciso, ou, aproveitando as  promoções,  quando o preço fica bom. Então não é a hora que eu quero, mas a hora que eu preciso e eles decidem que eu posso ganhar. 

  3. Eles me dão oportunidade de decidir (e às vezes errar): Quando eu tinha 6 anos, comecei a receber semanada, e aos 10 anos foi transformado em  mesada. Quando meus pais começaram a me dar este dinheiro, eles explicaram o que eu poderia fazer, como comprar minhas guloseimas, brinquedos, ou economizar para comprar algo que eu quisesse com valor maior. No começo, gastava todo o meu dinheiro. Depois disso, eles conversaram comigo sobre o que eu aprendi com a experiência de gastar e como poderia usar melhor o meu dinheiro. Eu descobri que é melhor errar com pouco dinheiro do que com muito, por exemplo, tem adulto que erra com valores bem maiores do que R$ 15,00! Talvez não tenham experimentado o erro antes, ou não refletiram sobre o que foi feito. Então são duas coisas: permitir o erro e conversar sobre o assunto, para saber como fazer diferente depois. 

Bom, estas são dicas que podem ser muito úteis para aprender desde cedo a valorizar e tirar o melhor proveito possível dos seus recursos. Se os seus pais quiserem saber mais, minha mãe escreveu um ebook sobre este assunto, para que possamos crescer aprendendo a fazer escolhas adequadas e com a supervisão daqueles que tanto nos amam! Acesse o link e faça o dowload gratuitamente.

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